Raquetes dos profissionais: Novak Djokovic

27 out

Para começar o assunto sobre as raquetes que usamos, nada melhor do que falar da raquete do número 1 do mundo, certo? O sérvio Novak Djokovic utiliza a Head Youtek IG Speed MP, raquete da linha Speed desenvolvida exclusivamente para ele.

A fabricante é a HEAD. Djokovic se tornou um dos atletas patrocinados da marca poucos anos atrás, deixando a Wilson.

O que pouca, ou até pouquíssima gente sabe, é que a raquete que ele usa durante os jogos não é exatamente a mesma que é vendida nas lojas. A raquete que ele usa é extremamente customizada para suas necessidades, para realmente casar com o braço dele. Além disso, a raquete é bem mais pesada que a versão original, mesmo porque para sacar a 200 km/h e principalmente, devolver saques a 200 km/h, é necessário uma raquete extremamente estável e sólida.

Conforme vocês podem ver nas fotos abaixo, a raquete do sérvio sofre customizações com fitas de chumbo (lead tape) tanto para adicionar peso à raquete como para deixá-la com o equilíbrio de sua preferência. Vejam também que sua raquete customizada tem seu nome na parte interna do coração, para obviamente evitar confusões.

Reparem que sua raquete pesa, encordoada e com overgrips, 359g!!! O peso é bem maior do que na versão que é vendida nas lojas(326g, já encordoada), o que ajuda o sérvio a ter controle em golpes críticos e também a gerar potência – iremos explicar todos esses conceitos mais tarde!

Para alcançar todo esse peso, a raquete recebe diversas fitas de chumbo, em quase todo o entorno da cabeça, tanto na parte interna como na externa, como vocês podem notar nas fotos abaixo. As fitas começam na parte interna, próximo ao coração da raquete, e sobem indo quase até o topo da cabeça. A partir daí, as fitas ficam na parte de fora, embaixo da proteção plástica transparente, o que nos permite ver que a fita continua até quase dar a volta no topo.

Finalmente, nas fotos abaixo podemos verificar o encordoamento que ele usa: tripa natural Babolat VS Team 17 nas mains (verticais) e co-polímero Luxilon Alu Power nas crosses( horizontais ). Esse encordoamento híbrido, utilizando 2 tipos de corda, vem se tornando cada vez mais comum, tanto no circuito profissional como entre os amadores, pois permite ao tenista mesclar 2 tipos diferentes de corda e buscar benefícios de ambas. Este híbrido em particular, tripa natural / co-polímero, inclusive é um que entrega uma das melhores performances, com excelente acesso ao spin, ótimo controle, além de oferecer conforto acima da média e potência de sobra. O problema é que dura pouco e é muito caro. Curiosidade: quem começou a utilizar esse encordoamento com sucesso foi o suíço Roger Federer, e não por acaso ele foi comercializado pela Wilson com o nome d e “Champion’s Choice”.


Última curiosidade: a raquete que o sérvio usa não é simplesmente a raquete original head Youtek IG Speed MP, com algumas customizações. Ela é feita a partir de um molde exclusivo, utilizado pela Head para produzir raquetes apenas para seus atletas patrocinados, com especificações de acordo com a preferência deles, inclusive variando rigidez, comprimento, padrão de cordas e muitas outras especificações. Nas duas fotos abaixo, onde a raquete do sérvio está lado a lado com uma versão original, vocês podem notar as diferenças entre os moldes de cada raquete – a raquete sem cordas é a versão “de fábrica” ): o formato do coração e a posição de cada furo do encordoamento são diferentes.

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Por Ricardo Yamaguchi

Fonte: Tênis News

Falando um pouco sobre tensão nas cordas de uma raquete de tênis

27 jul

Na semana passada entrei em contato com o Jairo Garbi, proprietário da Tennis Pró Shop Jairo, para fazer algumas perguntinhas sobre um assunto muito questionado entre os tenistas iniciantes e até mesmo tenistas que já praticam o esporte há algum tempo, tensão nas cordas. Enviei as perguntas abaixo para o Jairo por email e ele pediu que eu ligasse na segunda-feira (ontem), pois seria melhor fazer a entrevista pelo telefone. O dia ontem foi cheio e acabei não tendo tempo para ligar e aí hoje, quando cheguei do almoço, recebi o email dizendo: “Aproveitei suas perguntas sobre tensão e escrevi matéria para revista Tennisview…pode veicular no site head se achar conveniente.”

Achei conveniente e aqui estou eu publicando a matéria. Espero que gostem!

O que é tensão nas cordas?

Toda vez que colocamos uma corda em uma raquete de tênis, (independente de sua qualidade), devemos estabelecer uma tensão (quantidade de libras/kgs). Normalmente as raquetes indicam os mínimos e máximos sugeridos pelos fabricantes. Mas, via de regra, esses números podem ser extrapolados, desde que com orientação profissional.

Quais os efeitos de se colocar mais ou menos tensão nas cordas?

Partindo do princípio que o conjunto corda/tensão consegue modificar em até 25% as características de uma raquete, devemos dar extrema atenção a corda e a tensão que vamos colocar.

Quando se usa uma tensão maior, se obtém mais controle de bola, porém carrega consigo um desconforto significativo ao braço. Por outro lado, quando se usa uma tensão menor, se ganha mais velocidade de bola e consequentemente mais conforto.

Baseado nisso, podemos concluir que raramente uma raquete/corda/tensão de alto controle, seja geradora de grande velocidade de bola (nesse caso, a raquete pesada ajudaria a aumentar a velocidade). Ou então, que uma raquete/corda/tensão geradora de muita velocidade de bola, seja rica em controle.

A verdade é que todos nós gostaríamos de ter uma raquete com alto controle, grande velocidade e muito conforto, mas infelizmente essa equação não tem solução.

Qual a importância de se colocar uma tensão certa?

A tensão deve atender a necessidade física e de jogo de um tenista.

Como vimos acima, se um jogador tem pouca força no braço ou então um swing curto (movimento que se faz ao bater na bola), ele seguramente deve usar cordas (finas) com baixa tensão. Caso contrário ele terá uma bola muito curta (os adversários vão adorar), e será um ótimo candidato a cliente do Dr. Rogério Teixeira (especializado em tennis elbow, entre outras).

Por outro lado, se o jogador tiver um swing longo, for muito competitivo ou profissional, treinar regularmente, etc… ele pode se dar ao luxo de usar as cordas mais esticadas, objetivando maior precisão em seus golpes.

Qual é a tensão ideal para amadores e profissionais?

Não existe um número que sirva para todos, mas via de regra os profissionais precisam jogar com uma tensão maior do que os amadores, justamente buscando um maior controle de bola, ficando a velocidade por conta de seu longo e rápido swing, assim como pelo maior peso das raquetes que usam.

Qual o efeito de se colocar tensões diferentes nas cordas verticais e horizontais?

Hoje em dia é muito comum o uso de cordas híbridas (mistura de duas cordas na mesma raquete). Também não é menos comum o uso de tensões diferentes entre as cordas horizontais e verticais.

Existem várias razões que motivam esse uso. Alguns exemplos:

Se um jogador se dá muito bem tecnicamente com determinada corda, mas ela tem alto grau de exigência ao braço, a sugestão é usar nas verticais (principais) a mais dura e nas horizontais (transversais) a mais macia.

Ou se o jogador é grande quebrador de cordas, deve-se escolher para as verticais uma corda de alta resistência, compensando novamente com uma macia na horizontal.

Ou se ele prefere uma corda mais dura, com chance de incômodo no braço, é sugerível o uso da mesma corda em duas espessuras diferentes (sendo a mais grossa nas principais).

E ainda, para os amantes da tripa natural, pelo seu alto custo, é sugerível mesclá-la com uma corda de maior durabilidade (principais), gerando ainda alto conforto/jogabilidade e boa resistência.

Há quem prefira usar duas tensões diferentes na mesma raquete (independente de ser corda híbrida ou não), nesse caso a libragem maior deve ser nas cordas verticais, embora alguns façam nas horizontais (que não indico). Quantas libras de diferença? Bom, vai depender da área da cabeça da raquete.

Quais as dicas para quem ainda não sabe que tensão colocar na corda?

Como primeiro encordoamento sugiro colocar a tensão no centro da indicação do fabricante. No segundo encordoamente faça a correção se necessário.

Tensão maior do que a sugerida pelo fabricante, compromete a garantia da raquete.

Se você está colocando mais ou menos libras do sugerido pelo fabricante, provavelmente está jogando com a raquete errada.

Bom, poderia ter feito uma pesquisa na internet, perguntado há algumas pessoas da Head, mas achei mais interessante fazer essa matéria com alguém que além de ser muito competente e estar há anos no mercado, é reconhecido unanimamente por ser uma das pessoas que mais entende de materiais de tênis.

Conheça o site da Tennis Pró Shop Jairo: www.raquetes.com.br

Clique aqui e conheça o programa de cordas Híbridas da Head.

A evolução das raquetes de tênis

21 jul

As raquetes de tênis percorreram um longo caminho desde a primeira versão do jogo de tênis praticada pelos monges nos mosteiros da França. Em 800 anos a raquete de tênis foi se desenvolvendo desde uma simples engenhoca para proteger a mão até um instrumento capaz de oferecer mais potência e controle além de características específicas para cada tipo de jogador.

1100 dC – A mão

A primeira raquete conhecida foi a mão humana. A História nos diz que nos mosteiros franceses havia quadras na qual os monges jogavam uma forma arcaica de tênis, usando as próprias mãos para bater na bola feita de pele de animal. Alguns estudiosos consideram o mosteiro de Elton como o berço do esporte, local que ainda guarda desenho de quatro quadras datadas de 900 anos atrás.

Em um curto período de tempo esses jogadores de tênis começaram a proteger as mãos com luvas, usando a pele de animais para absorver o impacto da bola. No entanto, pouco tempo depois os jogadores começaram a usar Pallas (parece um taco achatado) de madeira para golpear a bola, eliminando o desconforto causado pelo impacto da bola na mão.

Estas primeiras origens da raquete de tênis são preservadas em seu nome, que é derivado da palavra árabe Rakhat, que significa a palma da mão.

1300 dC – A Palla

Demorou dois séculos para que as Pallas de madeira começassem a evoluir para uma raquete de tênis moderna. Os italianos foram os primeiros a dar o passo na evolução da raquete de tênis ao conseguirem introduzir o uso de tripas de animais amarrados em armações de madeira.

Este novo design foi um grande salto na evolução da raquete de tênis. Esta nova estrutura aumentou a absorção de impactos e permitiu golpes mais potentes, assim como uma maior variedade de golpes.

Apesar das semelhanças na construção, a Palla era muito diferente da raquete moderna, tinha um cabo longo e cabeça pequena.

1874 – A raquete de madeira

Em 1874 o major Walter Clopton Wingfield, Oficial da Armada Britânica e membro da guarda da rainha Vitória, formalizou as regras do tênis moderno, dando ao jogo o nome complicado de Sphairistike. A fim de obter lucro com a iniciativa, Wingfield também começou a comercializar os equipamentos necessários para o jogo.

A tentativa de Wingfield de patentear o jogo de tênis foi frustrada devido à existência do jogo em muitos outros lugares, principalmente na França, com diferentes nomes. Mas a grande sacada do major britânico foi a de vender o equipamento de tênis, em uma única caixa de madeira, tornando-o portátil. A raquete vendida por Wingfield tinha uma cabeça maior e um cabo menor do que a Palla e permaneceu inalterado no próximo século.

1976 – As raquetes Head

Em 1976 Howard Head desenvolveu as primeiras raquetes de metal. A armação de metal substituiu a armação de madeira existente até aquela época e a superfície da cabeça da raquete teve um aumento de 50%.

As raquetes Head foram um sucesso instantâneo entre os jogadores de nível intermediário por serem mais leves, possuírem uma grande área doce e oferecerem maior potência. No entanto, as novas raquetes de metal não eram populares entre os profissionais do tênis, que descobriram que essas raquetes ofereciam menos controle e precisão.

1980 – As raquetes de grafite

A necessidade de produzir uma raquete para jogadores profissionais levou ao desenvolvimento da raquete de grafite. O grafite usado para essas raquetes não era grafite mineral, mas sim um nome dado a um composto de plástico leve e de fibra de carbono, que deu as raquetes força adicional, melhorando o controle e precisão.

A qualidade das raquetes de grafite era tão alta que praticamente estagnou o desenvolvimento das raquetes de tênis. Poucas mudanças como algumas pequenas adaptações para a superfície da cabeça e espessura da moldura aconteceram desde 1980. As raquetes de grafite eram fortes, duráveis e capazes de oferecer ótimo desempenho por muito tempo.

1997 – Constante evolução

Desde então as raquetes de tênis estão em constante evolução que vão de pequenas modificações no peso, composição de grafite e propriedades aerodinâmicas que visam maior potência, controle e menor peso.

1997

HEAD lança a série Titanium Tennis. A primeira fábrica a lançar uma raquete feita de titanium e grafite.

2001

HEAD lança a tecnologia Intelligence Racquet.

2002

HEAD lança a Intelligence X Technology.

2003

- HEAD lança a Liquidmetal Technology.

2004

HEAD lança o Protect System – Tennis Ellbow Protection Technology

2005

HEAD lança a Flexpoint technology

2006

HEAD lança a Metallix Technology

2007

HEAD lança a MicroGel Technology

2008

HEAD lança a Crossbow Technology

2009/2010 – A tecnologia Youtek

A tecnologia Youtek é um grande avanço em termos de inovação tecnológica pois oferece  uma combinação de tecnologias que foram desenvolvidas para otimizar ao máximo a energia gasta durante um jogo.

Esta tecnologia inclui o material d3o que apresenta a característica de se “moldar” aos diferentes tipos de golpes, pois muda radicalmente o comportamento da dinâmica de movimento.

Integrada na camada superior e posicionada na moldura da raquete, o material d3o possibilita que a raquete responda de maneira otimizada à necessidade do jogador. Em impactos fortes (golpes rápidos) as moléculas inteligentes se juntam em nanos segundos e aumenta radicalmente a rigidez, fortalecendo a moldura e proporcionando o máximo de potência. Em impactos leves (golpes lentos), as moléculas d3o absorvem o impacto o que proporciona um toque leve e oferece melhor desempenho e conforto.

Uma outra característica da tecnologia Youtek é a introdução do Head Grommets com tecnologia Teflon – Polímero redutor de atrito. O Teflon – polímero redutor de atrito -proporciona menor atrito na superfície de contato, permitindo que as cordas deslizem através do grommets com quase nenhum atrito. O movimentando sem resistência, permite que as cordas mantenham a sua energia durante o impacto da bola, proporcionando mais potência.

Clique aqui e assista ao vídeos sobre o material d3o.

Fontes: www.open-tennis.com

Entenda o tênis, José Nilton Dalcim

Qual o peso ideal para uma raquete de tênis?

29 jun

Se você tem até 11 ou 12 anos e uma relação peso/estatura normal, deve usar uma raquete leve que tenha características que façam a bola ter boa velocidade, não prejudicando o seu braço.

Se você é adulto não competitivo, procure as raquetes leves ou seja, até 310 gramas sem corda. De preferência com equilíbrio intermediário ou para cabeça do aro.

Se você é adulto competitivo, prefira as raquetes intermediárias e pesadas acima de 310 gramas sem corda, pois em geral são acompanhadas de características que prendem a bola para lhe dar maior precisão, e o peso compensa isso ajudando a bola andar mais. De preferência com equilíbrio intermediário ou para o cabo do aro.

Peso portanto é um item delicado na sua raquete. Se possível procure sua loja de confiança para discutir o assunto. Ele está diretamente ligado com o tennis elbow.

Como curiosidade, um profissional normalmente usa raquete acima de 350 gramas.

Uma corda pesa em média 16 gramas.

Fonte: www.raquetes.com.br

Dicas para escolher a raquete de tênis ideal

21 jun

É fato que a raquete de tênis ideal é aquela que melhor se adequa ao estilo e nível de jogo de cada tenista. Entender as características de uma raquete como o poder, o controle, o peso e o tamanho da cabeça pode ajudar na hora da escolha. Pensando nisso, separamos algumas dicas para vocês:

1. Raquete de tênis com mais poder

Dentre os fatores que aumentam o poder da raquete estão o tamanho maior da cabeça, a maior rigidez dos materiais e do perfil, o maior peso voltado para a cabeça (balanço da cabeça-peso) e o peso e o comprimento maior. Sendo que um maior peso e comprimento rendem mais poder em uma determinada velocidade do swing (balanço).

2. Raquete de tênis com mais controle

Para obter maior controle a raquete de tênis deve ter uma cabeça menor, um aro mais duro e cordas com maior tensão. No entanto, essa combinação pode ser prejudicial ao braço. Desta forma, a maioria das raquetes de swing longo não possuem aros tão rígidos . Por outro lado um maior controle pode ser compensado na tensão da corda.

3. Peso ideal para uma raquete de tênis

O peso ideal de uma raquete vai depender de como você joga. Geralmente, as raquetes que pesam menos de 283 g não são recomendadas para pessoas que tem um swing perfeito. Então um peso maior de 283 g e menor que 340 g é o ideal para quem já tem um swing completo.

4. Tamanho ideal da cabeça da raquete de tênis

A raquete com cabeça maior oferece: mais poder; uma corda mais aberta para uma rotação ligeiramente melhor; mais resistência à torção tornando o ponto de contato com a bola maior (sweet spot).

A raquete com menor cabeça oferece mais controle e mais manobrabilidade. É uma ótima para jogadores de swing longo (para quem tem a batida perfeita).

As cabeças “de tamanho grande” são geralmente a melhor escolha para novatos. A maioria de jogadores avançados prefere as cabeças do “tamanho médio”.