Djokovic mostra onde se abrigou nos bombardeios

2 abr

Em 1999, a Sérvia, um dos estados que integravam a antiga Iugoslávia, foi bombardeada durante três meses pelas forças da OTAN. Novak Djokovic, então um garoto, teve de se esconder com a família no porão da casa de seu avô. Mas não deixou de sonhar com o tênis. Esta história foi mostrada pelo programa  “60 Minutes”, apresentado por Bob Simon, correspondente da CBS, no dia 25 deste mês.

O pequeno país dos Balcãs foi mal visto pelo mundo pela violência cometida por seus militares e para-militares contra as minorias dos estados co-irmãos. A conquista de Wimbledon em 2011 fez do Djokovic um herói que redimia o país daquela brutalidade, uma pessoa de que se orgulhar. “Foi espantoso, parecia que toda a cidade estava nas ruas. Foi incrível”, recorda o sérvio. “Era como um paraíso, um sonho. Sua gente esperando por você na praça. Você percebe como seus dois maiores objetivos na vida, o sonho de ganhar Wimbledon e ser número 1 do mundo, são importantes. Não poderia pedir por nada mais.”

Na temporada passada, ganhou ainda o US Open e neste ano, acrescentou o título do Aberto da Austrália, além de ter ficado invicto por 41 partidas. “Foi incrível, histórico. Vai ficar nos livros de história. Vou lembrar disto como os melhores seis meses que tive.”

Jelena Gencic, sua primeira professora de tênis, foi quem vislumbrou no garotinho o astro em que se tornaria. Trabalhavam muito em quadra, mas Jelena queria dar algo mais ao pupilo. Tocava música clássica para o menino e lia poesias de Pushkin. “Isso o iria ajudar com seu tênis ou apenas o faria um ser humano melhor”, pergunta Bob Simon. “Um ser humano melhor”, responde Gencic. “Eu tinha de saber pelo menos duas línguas, tinha de ouvir música clássica porque isso me acalmava os nervos. Sim, eu ainda gosto disso.”

Do período da Guerra civil, Djokovic não gosta de se lembrar. A Iugoslávia se dividiu em vários pequenos países. O mundo culpou a Sérvia pelo banho de sangue e seus líderes, acusados de crimes de guerra. Em 1999, quando o conflito se espalhou para a provincial de Kosovo, os Estados Unidos e a Otan bombardearam a Sérvia durante 78 dias e noites. A família Djokovic se abrigou em Belgrado. “Estávamos muito apavorados. Todos tinham muito medo porque a cidade toda estava sob ataque. A família se abrigou no apartamento de seu avô. Djokovic levou o jornalista e sua equipe até lá.

Novak, o avô, seus pais, os dois irmãos mais novos, tios e tias, todos viviam neste flat de dois quartos durante o bombardeio. O prédio tinha um porão. Quando as sirens de ataque soavam, eles se escondiam lá. “É aqui que ficávamos, aqui dentro. Todos que podiam caber aqui, vinham. Não havia limitação.” Novak conta que a família passou todas as noites no porão, nas primeiras duas semanas do bombardeio.” Mas Novak seguiu com os treinos de tênis. O atual número 1 do mundo conta que nas primeiras semanas perdeu a concentração porque acordávamos todas as noites por volta das 2, 3 horas da madrugada, durante dois meses e meio.” Mas o sérvio vê pelo lado positivo. “A melhor coisa disso, é que não precisávamos ir à escola e jogávamos mais tênis.”

Este período o ajudou a se tornar um campeão. “De certa forma. Tornou-me mais duro. Nos tornou mais famintos de sucesso.”

Novak Djokovic joga de YouTek™ IG Speed MP 18/20

Fonte: Tênis Brasil

Djokovic recebe troféu de nº 1 da temporada

23 nov

Novak Djokovic foi oficialmente saudado como o número 1 do mundo ao fim da temporada 2011. Na noite do dia 22 de novembro, em cerimônia na O2 Arena antes da aguardada partida entre Rafael Nadal e Roger Federer, o sérvio recebeu o troféu especialmente confeccionado pela Tipperary Crystal e entregue por Adam Helfant, presidente da ATP.

“É um ótima sensação, fazer história, naturalmente, é um grande privilégio”, disse Djokovic, que até agora venceu 70 das 74 partidas que disputou neste ano, com destaque para a conquista do Aberto da Austrália, Wimbledon e Aberto dos Estados Unidos. “Sempre sonhei com isto. Me tornar o melhor do mundo, terminar o ano como o nº 1. É um sonho que se realizou.”

O jogador de Belgrado destacou ainda que este foi o melhor ano de sua vida e de sua carreira. “Todos os meus sonhos se concretizaram e estou apenas procurando curtir cada momento disso e este troféu”, acrescentou o tenista de 24 anos. “Tive muita sorte de ter um grupo de pessoas que realmente acreditam em mim, em minhas qualidades, acreditaram que eu podia ser o melhor um dia. Especialmente na era de Nadal e Federer, que tem sido tão dominantes, isso faz meu sucesso ainda maior.”

Novak Djokovic joga de YouTek™ IG Speed MP 18/20

Fonte: Tênis Brasil

Quem foi a melhor tenista brasileira de todos os tempos?

7 nov

Você sabia que já tivemos uma grande tenista número 1 do mundo?

Maria Esther Andion Bueno nasceu em São Paulo, no dia 11 de outubro de 1939. Atuou no tênis 1950 à 1970. Foi a melhor tenista brasileira de todos os tempos e uma das melhores do mundo, reconhecida internacionalmente por sua elegância de estilo de jogo e pela potência de seu serviço.

Ao longo de sua carreira, venceu dezenove torneios do Grand Slam (7 na categoria simples; 11 em duplas femininas; 1 em duplas mistas). Segundo o anuário do Daily Telegraph, que registra a classificação dos tenistas entre 1914 e 1972, Bueno foi a Nº.. 1 do mundo em 1959 e 1960. O International Tennis Hall of Fame também a incluiu como a melhor tenista do mundo, em 1964 (depois de perder a final no Torneio de Roland-Garros e ganhar Wimbledon e o U.S. Open) e 1966.

Maria Esther começou a jogar tênis em 1950, no Clube de Regatas Tietê. Em seus vinte anos de carreira, colecionou 589 títulos internacionais, entre os quais se destacam feitos importantes, como a conquista dos torneios individuais de Forest Hills (onde era disputado o US Open), em 1959, 1963, 1964 e 1966, e os de duplas de 1960 (com Darlene Hard), 1962 (com Hard de novo) e 1968 (dessa vez com Margaret Smith Court).

Levantou também os torneios individuais de Wimbledon, na Inglaterra, em 1959, 1960 e 1964, e os de duplas em 1958 (com Althea Gibson), 1960 (com Darlene Hard), 1963 (Hard), 1965 (com Billie Jean King) e 1966 (com Nancy Richey).

Ganhou ainda os torneios individuais do Aberto da Itália em 1958, 1961 e 1965. Em 1960, jogando em dupla, triunfou nos torneios de Aberto da Austrália, dos Estados Unidos, Roland-Garros (França) e Wimbledon – e assim conquistou o Grand Slam daquele ano.

Sua carreira praticamente terminou em 1967, por causa de uma contusão no braço direito. Numa época em que não havia o tie-brake, ela jogou por mais de 10 horas seguidas em partidas de duplas e duplas mistas de Wimbledon e teve o Tennis Elbow. Ela voltaria a jogar na década de 1970 após várias cirurgias, mas sem o sucesso de antes.

Declarada campeã mundial em 1959, 1960, 1964 e 1966. Na época não havia o torneio Masters para definir o campeão da temporada.

Em novembro de 1978, Maria Esther Bueno foi homenageada com a inclusão de seu nome na galeria do exclusivíssimo International Tennis Hall of Fame, numa cerimônia realizada no Hotel Waldorf-Astoria, de Nova York. E, glória das glórias para os padrões ingleses, ganhou sua estátua de cera no famoso museu londrino Madame Tussauds.

No Aberto dos Estados Unidos de 2006, Bueno foi convidada para a cerimônia de renomeação do USTA National Tennis Center para USTA Billie Jean King National Tennis Center, que aconteceu no primeiro dia do evento. Bueno e King eram rivais em simples e, ocasionalmente, parceiras em duplas. De acordo com Bueno, os únicos jogadores convidados foram aqueles que venceram o evento “mais de duas vezes” (ela o venceu por quatro).

Ainda em 2006, Maria Esther estreou como comentarista para o SporTV. Ela comentou durante as semi-finais femininas de simples e a final masculina de simples. Ela também deu suas opiniões durante a transmissão ao vivo da introdução de Martina Navratilova e Don Budge na “Court of Champions”, e também opinou em mesas-redondas nos últimos três dias do evento.

Em 2009 Sharapova veio ao Brasil para uma exibição e, junto com Guga homenageou  Maria Esther Bueno.

Maria Sharapova esteve em São Paulo para jogar uma partida de exibição com a argentina Gisela Dulko em Porto Feliz, a 85km da capital paulista, e apenas cerca de 800 convidados tiveram acesso à quadra.

Antes de Sharapova entrar em quadra para jogar, ao lado da argentina Gisela Dulko e de Gustavo Kuerten, que fez um discurso emocionado – e emocionante -, a bela russa participou de uma homenagem à brasileira Maria Esther Bueno, que completada 50 da vitória do  seu primeiro título de simples em um Grand Slam.

Guga entregou uma placa comemorativa, tomou o microfone no centro da quadra e falou os 800 convidados que lotaram a quadra.

“A Maria Esther começou a história do tênis no Brasil. E foi bom eu poder ter contribuído para a continuação dessa história. Eu me sinto muito feliz de, hoje, poder resgatar isso. O Brasil esquece fácil de nossos ídolos. Eu me sinto honrado e emocionado. Que a história siga na lembrança de todos” – disse o tricampeão de Roland Garros, que foi muito aplaudido por todos.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

Fazemos das palavras de Guga, ditas há 3 anos, as nossas. É importante lembrar que, na história do tênis brasileiro, tivemos uma grande tenista que, durante anos, trouxe orgulho para o nosso país. Maria Esther Bueno, uma mulher, a frente do seu tempo, que levou consigo o nome do Brasil para o resto do mundo, merece as honras do povo brasileiro e ser lembrada como um grande ícone que fez uma brilhante carreira.